empreendedorismo_aceleramgti_270x162Mais um ciclo do programa Acelera MGTI foi concluído com sucesso e expressivos resultados. Gerenciado pela Fumsoft, entidade com mais de 20 anos de experiência em empreendedorismo, o programa potencializou projetos inovadores de seis startups: ConciliadoraContSelfHomixRectrixVirturian e WorldSense. Os empreendedores finalizaram essa etapa com a missão cumprida, compartilharam as lições aprendidas e listaram os desafios que terão pela frente, no evento de graduação conduzido pela gestora do Acelera MGTI, Flávia Guerra, e pelo diretor de Empreendedorismo da Fumsoft, Wilson Caldeira. A comemoração foi brindada com pizza & beer, no Café Bar Roda de Ideias, no dia 30 de maio.

#GradueiAqui – A Conciliadora, plataforma que realiza de forma automatizada a conciliação de vendas em cartão de crédito de varejistas e e-commerce, cresceu de forma exponencial e encerrou a sua participação no programa com a conquista de 600 clientes, 50 novos a cada mês. “Entramos na aceleradora com o objetivo de iniciar as vendas com rapidez. No entanto, aprendemos logo no início sobre a importância do ato de planejar para alcançar os resultados esperados”, comenta o analista sênior, Alnio Helenio. Automatizar os processos, expandir os canais de venda para todo o país para alcançar 10.000 clientes, até 2020, são as metas da Conciliadora.

Conectar profissionais liberais e empresas de contabilidade, tornando a gestão do livro caixa mais ágil e inteligente, com economia de até 40% de impostos na declaração de IRPF. Para colocar em prática essa proposta de atuação inovadora, a ContSelf teve que mudar o modelo de negócio e ajustar seu produto. A missão agora é estruturar o processo comercial, escalar o produto e buscar parcerias estratégicas. “O processo de aceleração foi essencial, conseguimos expandir o negócio, conquistamos um investimento anjo e aprendemos a não desistir do nosso sonho”, acrescentou Eduardo Ferreira, um dos fundadores da startup.

A Homix, uma plataforma online destinada a serviços e reparos de imóveis residenciais e comerciais, encerrou a fase da graduação com 32 clientes B2B, em Belo Horizonte, 2 em São Paulo, com 20% de crescimento ao mês, 600 solicitações de serviço, e com mais de R$200.000,00 transacionados em serviços. “Quando entramos no Acelera tínhamos em mente que o negócio já estava pronto para iniciar as operações. Mas, vimos que não era bem assim. O principal aprendizado desse processo foi a mudança de mindset. Tivemos que mudar de postura para conseguirmos colocar o negócio para rodar, adquirir clientes e gerar receita”, pontuou o CEO Thiago Pereira. A meta é escalar o negócio, torná-lo financeiramente viável, e levá-lo para novas cidades.

Reduzir vendas perdidas no comércio, a partir da identificação e análise das causas de perda de vendas nos PDVs.  A partir dessa ideia, a Rectrix definiu e validou seu modelo de negócio, a precificação, conseguiu se inserir no mercado varejista de Belo Horizonte e de redes nacionais. “O programa de aceleração foi fantástico e as mudanças significativas. Aprendemos muito com os mentores, com o grupo de startups e com os nossos próprios erros. Vender não é o principal desafio, mas atender as demandas do mercado com agilidade”, observa o CEO Thiago Meira.

A Virturian levou para o mercado uma solução que previne quebras de equipamentos industriais e paradas inesperadas de produção, e teve seu produto e tecnologia mais validados, com resultados identificados na Gerdau e na Ambev. Recebeu dois investimentos financeiros de outros processos de aceleração e, atualmente, está fechando uma rodada de investimento. Simplificar o processo de entrega do produto e comercializá-lo para grandes empresas são os principais objetivos da startup. “É uma jornada que vale a pena, aprendemos que as conquistas estão ligadas ao nosso esforço”, ponderou o CEO Rafael Costa.

Fundada por dois engenheiros que atuaram no Google, no núcleo da web (Google Search e Google Ads), a WorlSense ajuda publishers a monetizarem seus conteúdos através da descoberta de links patrocinados. A startup encerra seu ciclo no Acelera MGTI com uma rede de publishers, entre eles, está o TecMundo, Estado de Minas, IDG, Grupo Abril. Nesse período, o time da WorlSense cresceu de 7 para 14 pessoas, conquistou a primeira vendedora e novos anunciantes. A meta é escalar o processo de vendas e a parte tecnológica. “A aceleradora propícia a exposição das startups e isso contribui para o networking e o fechamento de negócios”, enfatizou Diego Nogueira. 

#UmaConquistaDeTodos – A iniciativa da aceleradora é chancelada pelas entidades participantes do programa MGTI, por instituições públicas, investidores, membros da academia e patrocinadores. “O Acelera MGTI tem um dos melhores track record do Brasil, mas não chegaríamos nesse nível sem a contribuição dos nossos apoiadores como a Anprotec, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Sebrae, Fiemg, Cemig Telecom, INDI e PUC Minas. Não tenho dúvidas de que as startups graduadas irão contribuir com o ecossistema de TI de Belo Horizonte e de Minas Gerais”, mencionou o presidente da Fumsoft, Leonardo Fares.

Para o Superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha, é uma alegria e uma obrigação participar do evento em virtude da parceria com o MGTI. “O Sebrae busca o desenvolvimento de Minas Gerais através dos pequenos negócios. Também vem atuando, diretamente, no ecossistema de startups com o Sebrae Lab e em projetos na área de TI. Esse movimento nos agrada muito, porque tem um caráter inovador, disruptivo, e foge do modelo adotado pelas empresas convencionais”, acrescentou.

Representando a PUC Minas e o Centro de Inovação da Microsoft, Sandro Jerônimo de Almeida, ficou impressionado com o nível de maturidade dos projetos. “Conheço outros programas e percebo que as startups não chegam nesse patamar. Vejo a continuidade do trabalho que foi iniciado em sala de aula.”

Os representantes da Gerência de Promoção de Investimentos do INDI, Cláudio Luis dos Santos e José Érico Rocha Lima, tiveram a oportunidade de conhecer o perfil das startups formadas no programa Acelera MGTI. “O INDI é a agência de promoção de investimento e comércio exterior de Minas Gerais. A Agência realiza consultoria gratuita aos investidores, apoia o desenvolvimento das empresas instaladas no Estado e auxilia as empresas que querem exportar ou importar. Tudo realizado em conjunto com os demais integrantes que tratam de desenvolvimento econômico em Minas Gerais”, explicou.

#Investimento – O momento foi oportuno para os investidores incentivarem as startups a conseguirem recursos para impulsionar seus serviços, durante o painel “Perspectivas de Investimento”. “Uma nova fase se inicia, os empreendedores precisam saber que o investidor não está apenas à procura de uma empresa para aportar dinheiro, mas de um projeto que tenha uma visão de longo prazo”, frisa Bernardo Portugal da Confrapar, gestora brasileira de fundos de investimento para tecnologia.

O Acelera MGTI marca seu nome no ecossistema local e, de fato, como um dos programas mais sérios que traz resultados concretos para os empreendedores, segundo Pedro Drummond da INSEED Investimentos. “Como investidor, tenho certeza que o programa formou boas empresas e que podem trilhar um caminho de sucesso no mercado. As startups despertam nosso interesse, já estamos mantendo conversa com algumas delas.” 

Nesse momento é importante a troca de informações e de conteúdo para que os empreendedores possam entender um pouco da mentalidade e o ponto de vista do investidor, alerta Ricardo Carvalho da Gávea Angels. “A startup precisa estar preparada para ficar na presença de um investidor e saber apresentar o modelo de seu negócio e sua solução.”

#Expectativas – As perspectivas de curto prazo da economia brasileira e do setor de TI foram apresentadas pelo economista Sérgio Birchal, no segundo painel do evento. De acordo com ele, a crise política deverá manter elevada a incerteza e deprimida a economia, o que deve se traduzir em inflação e juros em queda e câmbio em alta. O crescimento de curto prazo (2017 e 2018), portanto, deverá se apoiar nas exportações líquidas de bens, nos crescentes e vultosos investimentos externos diretos que vem sendo feitos no país desde meados dos anos 2.000.

Porém, segundo Birchal, esse cenário não se aplica a todos os setores. Os negócios de tecnologia da informação continuam a se expandir, seja pela busca das empresas por novas tecnologias para redução de custos e/ou diferenciação, seja pela crescente importância da TI na vida das pessoas, das empresas e dos governos. “A indústria 4.0 está apenas tendo início, o que deve gerar uma imensa demanda por TI. Para as empresas desse setor, resta ainda o resto do mundo (exportações) como fonte de expansão de oportunidades de negócios, apesar do cenário econômico brasileiro”. 

#Edital – O Acelera MGTI está com edital aberto para o ciclo 2017/2018. O programa irá selecionar e desenvolver até 15 startups de base tecnológica que já possuam produtos ou serviços que estejam, no mínimo, em fase de descoberta ou validação do cliente. Baixe aqui o edital e efetue sua inscrição, até o dia 30 de junho de 2017.